A área de mineração da Lagoa Seca faz parte do maciço da serra do Curral, constituindo um importante elo do corredor ecológico que vai da mata da Baleia ao parque do Rola Moça, passando pelo parque das Mangabeiras, parque da Serra do Curral, futuro parque da Lagoa Seca e Estação Ecológica do Cercadinho, agregando, também, as matas do Jambreiro e das Borboletas.


A mineração explora a área há cerca de 50 anos e se comprometeu a devolvê-la para o uso coletivo público, conforme as condicionantes 28 e 29 da licença de operação nº 949/2005, o que ocorrerá em 2012/2013. Mas agora ela tenta desfazer o compromisso e anuncia um empreendimento imobiliário que ocuparia uma área de 330 mil m², correspondente a 33 campos de futebol, junto a avenidas do bairro Belvedere, com edificações residenciais e comerciais, onde não faltariam um shopping e um hotel. Tudo isso em uma área de proteção ambiental e de preservação, integrante do conjunto da serra do Curral, símbolo da cidade pelo voto de seus habitantes.

Bisfenol-A (BPA) nome estranho, mas que tem aparecido com frequência na imprensa. Na semana passada, foi noticiado que Piracicaba – SP é a primeira cidade do Brasil a aprovar, na Câmara Municipal, uma lei que proíbe a comercialização de mamadeiras, chupetas, alimentos e bebidas que contenham o químico bisfenol A.

Em 2010 a regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e metabologia (SBEM-SP) criou a Campanha Contra os Desreguladores Endócrinos, com slogan ”Diga não ao bisfenol-A, a vida não tem plano B” para fomentar a sociedade com informações com objetivo de prevenção. Como primeira ação realizou o Fórum SBEM-SP sobre Desreguladores Endócrinos Bioquímica, Bioética, Clínica e Cidadania na Sede do CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). Para isso criaram um grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos, para estudar os efeitos de tais disruptores sobre a saúde humana. Tema até então muito negligenciado pelos endocrinologistas brasileiros.

Inúmeros países estão proibindo a comercialização de produtos à base de BPA e a discussão chegou ao Brasil.

Aconteceu no sábado (21/05) um encontro entre amadores, entusiastas e profissionais da fotografia em homenagem ao Dia Internacional da Biodiversidade (22/05), organizado pela ONG Primo, em parceria com os fotógrafos Bruno Magalhães, Marcus Desimoni e João Marcos Rosa, no Condomínio Pasárgada, em Nova Lima/MG.
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É como se fosse um mapa da mina. Na verdade, trata-se de um mapa de Minas, onde estão cravados como cascalho todos os 541 conflitos ambientais em andamento atualmente no Estado.

O Mapa dos Conflitos Ambientais de Minas Gerais, que contém informações de todas – ou quase todas - as ações ligadas a questões ambientais nos ministérios públicos Estadual e Federal, foi lançado nesta semana no campus Pampulha da UFMG, que coordenou os trabalhos.

O mapa é resultado de um projeto de pesquisa realizado entre 2007 e 2010 pelo Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais (Gesta) da UFMG.

Os dados foram coletados em parceria com o Núcleo de Investigação em Justiça Ambiental da Universidade Federal de São João del-Rei (Ninja/UFSJ) e pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Leia mais...

Repórter Augusto Franco
Hoje Em Dia

Fomos dormir Brasil, nome de árvore, e acordamos ao som de motosserras vindos do Congresso Nacional, que se preparava para jogar ao chão milhões de hectares de florestas.

Fomos dormir Brasil, nome de árvore, e acordamos com o silêncio ensurdecedor de florestas, animais, águas, solos, e de famílias de agricultores que produzem visando se manter na terra por gerações e gerações.

Entre o ronco das motosserras e o silêncio das florestas, ouvia-se apenas o grito das crianças que alheias a isso tudo brincavam inocentemente e com alegria. Exaustas de tanto brincar as crianças adormeceram, mas não tiveram um sono tranqüilo.

Acordaram chorando no meio da noite escura e silenciosa e gritaram pela mãe. Ela não apareceu. Gritaram pelo pai. Ele não apareceu.

Ninguém apareceu. Assustadas, saíram no meio da noite procurando por alguém que as confortasse. Mas não havia ninguém.

Não havia quintal, não havia roça, não havia bairro, não havia cidade, não havia país. Dormimos Brasil, nome de árvore, e acordamos sem nome algum.

Paulo Neto
Engenheiro Florestal
Nova Lima/MG

Carolina Lenoir - Estado de Minas

É difícil um mineiro não ter recorrido, em algum momento da vida, àquele líquido de cheiro característico, guardado em uma garrafa tampada no armário, como os avós ensinaram. O extrato de arnica embebida em álcool e água é considerado quase "milagroso" para tratar dores e inflamações, assim como pomadas e óleos feitos com a planta, do gênero Lychnophora, conhecida como arnica brasileira. Engana-se quem imagina tratar-se apenas de crendice da medicina popular. O tratamento fitoterápico, da maneira tópica usada pela população, teve sua eficácia comprovada por pesquisas realizadas na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), mas é preciso estar atento ao uso indiscriminado da planta, especialmente no que se refere à ingestão das folhas imersas em bebidas.