Eles defenderam o uso tradicional das medicinas ancestrais como forma de autodeterminação dos povos.

viagem-Tunis-280x210Ricardo Moebus*

Terminou no último dia 30 de março o Fórum Social Mundial 2013, o primeiro realizado em terras do mundo árabe, na Tunísia, em sua capital Tunis, onde há dois anos atrás deflagrou-se a revolução que deu origem à chamada primavera árabe de 2011.

Esse Fórum, como era de se esperar, teve presença massiva e preponderante em seus debates da temática islâmica, em especial da luta pelo reconhecimento e respeito pelos territórios da Palestina..

Mas houve espaço também para inumeráveis outras temáticas, em aproximadamente mil atividades auto gestionadas por centenas de organizações de todo o mundo. E, dentre essas, teve lugar o debate acerca do exercício das Medicinas Tradicionais como parte integrante e indispensável do direito à auto determinação dos povos originários, autóctones, indígenas.

Esse debate foi proposto pela organização não-governamental Primatas da Montanha, ONG PRIMO, com a participação do cacique Biraci Brasil Yawanawa do estado do Acre, da liderança indígena Ailton Krenak do estado de Minas Gerais e da liderança indígena norte americana Tom Goldtooth.

Tom Goldtooth estava no Fórum Social em campanha mundial contra a implantacao do sistema REED, que vem impedindo as comunidades que aderiram a esse sistema de fazerem o uso tradicional de seus recursos naturais dentro de suas próprias florestas.

Tom esteve com as lideranças indígenas brasileiras Biraci e Ailton, e aderiu ao debate sobre o direito de exercício das Medicinas Tradicionais.

O debate representou uma oportunidade única dentro do Fórum Social Mundial de apresentação das Medicinas Tradicionais também como uma proposta política de efetiva defesa dos modos de vida originários, com autonomia, com acesso, uso sustentável e preservação dos recursos naturais que compõem essas Medicinas Tradicionais.

O debate também marcou historicamente o lançamento internacional da proposta de uma Rede Mundial de Medicinas Multiculturais – Rede 3M, que seguirá sendo articulada a partir das experiências brasileiras e ameríndias.

* Ricardo Moebus é autor do livro “Psico Trópicos” que trata do uso tradicional dos denominados enteógenos ou plantas de conhecimento.

Na foto: As lideranças indígenas Ailton Krenak, o tradutor Luiz Guilherme,  Tom Goldtooth e Biraci Brasil, do povo yawánawá.

Juruaonline

Flávia Ayer

No Dia Mundial da Água, a constatação de que o bem natural necessário à vida está indo pelo ralo. A Agência Nacional de Águas (ANA) estima que 40% dos recursos hídricos captados no país são desperdiçados num contexto em que o uso cresceu, em média, de 384 litros diários por habitante para 540 litros, de 2007 para cá. Em contraste a esse cenário de perda e excesso, bons exemplos de cidadãos mostram ser possível trilhar o caminho da preservação. Em Belo Horizonte, Itamar de Paula, de 55 anos, defende a nascente que brota em seu quintal como um soldado valente. Alunos da Escola Municipal Hélio Pellegrino, na Região Norte da capital, conseguiram revitalizar o Córrego Nossa Senhora da Piedade. Em Nova Lima, na região metropolitana, moradores se uniram para defender a Estação Ecológica de Fechos e desenvolver iniciativas sustentáveis, como o banheiro seco, que não usa água.

 
 
Entrevista na rádio CBN com o engenheiro florestal Paulo Neto e o deputado estadual Fred Costa (PEN/MG). Na pauta, as ameaças à preservação da Estação Ecológica de Fechos e a importância do Projeto de Lei 3.512/2012.
 
 
Áudio 1
 

Áudio 2
https://soundcloud.com/primatasdamontanha-1/entrevista-sobre-a-expans-o

Ouçam o áudio:

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